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Tratamento fonoaudiológico preventivo é importante para pacientes com Distrofia

A fonoaudióloga Ana Chiappetta, Mestre e Doutora em Neurociências pela UNIFESP-EPM, visitou a ABDIM no dia 12 de abril para esclarecer sobre a importância de um tratamento fonoaudiológico preventivo para os pacientes com Distrofia Muscular.

A profissional, que também é especialista em motricidade oral, disse que os pacientes acometidos por distrofias musculares podem apresentar alterações fonoaudiológicas como disfagia (dificuldade para deglutição), disartria (dificuldade na fala), disfonia (alteração no volume e no tom da voz) e dispnéia (dificuldade na respiração). Elas ocorrem em decorrência da atrofia, fraqueza e fadiga da musculatura. Tais alterações podem estar presentes precocemente ou ter início tardio, durante a adolescência ou mesmo na fase adulta.

Na área fonoaudiológica, um dos sintomas que mais preocupa profissionais que acompanham estes pacientes é o quadro de disfagia orofaríngea, que acontece, muitas vezes, relacionado à ineficiência em mastigar.

A disfagia, a fraqueza dos músculos respiratórios, os distúrbios da motilidade esofágica e o retardo do esvaziamento gástrico são os principais fatores que podem causar pneumonia aspirativa nestes pacientes. A dificuldade na fala está relacionada à hipotonia de língua e lábios principalmente, o que pode provocar uma fala lenta, laboriosa e truncada.

Ana Chiappetta reforçou que a reabilitação fonoaudiológica procura adaptar a motricidade oral do paciente, e é importante que as orientações sejam dadas tanto aos pacientes quanto aos cuidadores e familiares.

Ana Chiappetta é a fonoaudióloga responsável pelo Setor de Investigação em Doenças Neuromusculares da UNIFESP-EPM, pela ABRELA (Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica) e é docente do CEFAC (Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica)
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