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Sucesso na Itália com células-tronco em cães

cães com distrofia conseguem andar com injeções de células-tronco de animais sadios


Milão, novembro de 2006 - Um estudo da Fundação San Raffaele revelou que pesquisadores obtiveram sucesso com o uso de células-tronco em cães que apresentam uma forma de distrofia muscular semelhante à Distrofia Muscular de Duchenne (DMD).

O estudo publicado na revista Nature mostrou que os pesquisadores utilizaram "mesoangioblastos", um tipo especial de células-tronco que pode ser obtidos por meio de biópsias musculares de doadores vivos.

Treze cães foram divididos em três grupos. Um grupo recebeu células-tronco de doadores saudáveis, outro suas próprias células-tronco corrigidas geneticamente para que produzissem distrofina, a proteína ausente na distrofia, e, por fim, e o terceiro grupo não recebeu células-tronco.

Os cães que receberam células-tronco de doadores saudáveis foram os que melhor apresentaram resultados. Um dos cães que pertencia a esse grupo conseguiu permanecer caminhando bem até os 13 meses de vida (grande parte dos cachorros com a doença tem dificuldade de andar por volta dos oito meses e vem a falecer com cerca de um ano de vida)

Sharon Hesterlee, vice-presidente de pesquisa da MDA (Muscular Distrophy Association), afirmou que diversas técnicas obtiveram sucesso para tratar distrofia em camundongos, mas esse é o primeiro exemplo de melhora funcional em animal de médio-porte com a doença, o que representa um grande passo para testar essas células em humanos.

Segundo Valerie Cwik, médica diretora da MDA, não é claro ainda quanto tempo será necessário para que esse trabalho promissor seja aplicado a seres humanos, mas os pesquisadores estão potencialmente otimistas. Para ela, o fato da proteína ser efetivamente distribuída a diversos músculos, não apenas a um por vez, já é bastante significativo.

 

Fonte: http://www.mda.org/research/061115dmd_stem_cell_treatment.html