

FONOAUDIOLOGIA ABDIM
As principais queixas fonoaudiológicas dos pacientes relacionam-se às alterações na motricidade orofacial com consequente disfagia.
Alguns fatores como: limitação ventilatória com respiração “curta”, dificuldade em controlar secreções em VAS (vias aéreas superiores), acometimento da musculatura bulbar com alterações nas funções da mastigação/deglutição, influenciam diretamente no padrão alimentar destes pacientes.
Muitas vezes são necessárias adaptações nas consistências, utensílios especiais, orientações relacionadas ao ritmo e volume de cada oferta e à postura adequada durante e após as refeições.
Devido às dificuldades em promover bom controle do bolo alimentar (lateralizar/centralizar), adicionadas às alterações na formação de adequada pressão intra-oral pelo comprometimento no vedamento labial, na função velo faríngea, na força da ejeção oral e ao acometimento das estruturas envolvidas na mastigação e deglutição, pode ser possível observar resíduo alimentar em cavidade oral e em estruturas da faringe após deglutição, especialmente se o paciente referir alimento parado em bochechas ou na garganta.
A higiene oral deve ser bem realizada, seguindo-se orientações quanto às consistências individuais, posturas durante e após ofertas, principalmente para pacientes que fazem uso de ventilação não invasiva. Evita-se, assim, riscos e/ou complicações futuras como a broncoaspiração.
Outra queixa fonoaudiológica é o distúrbio articulatório (alteração na fala) pelo comprometimento das estruturas dos órgãos fonoarticulatórios (lábios, bochechas, língua, arcada dentária) que pode interferir na inteligibilidade do enunciado (mensagem).
São também de responsabilidade do setor as alterações cognitivas, que interferem na linguagem e na compreensão, as vocais e os distúrbios de leitura-escrita, abordados de forma conjunta com o setor de pedagogia.
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