O que Oferecemos - Nutrição

Setor de Nutrição

O setor de nutrição da ABDIM visa recuperar e/ou preservar o estado nutricional dos pacientes através do incentivo à adoção de hábitos alimentares saudáveis.

Por meio de análise conjunta da ingestão alimentar, medidas corporais e diagnóstico nutricional, o setor busca prevenir e tratar complicações relacionadas ao desequilíbrio nutricional, como a obesidade e desnutrição, tendo em vista que um diagnóstico tardio pode implicar em severa alteração e difícil recuperação do peso corporal.

A obesidade nas distrofias musculares aumenta a dependência e prejudica a biomecânica da coluna vertebral, reduzindo a capacidade respiratória. Além disso, o ganho de peso dificulta a habilidade nas tarefas diárias e pode ser um fator a precipitar a perda da marcha. Nesta situação deve-se monitorar e restringir a ingestão calórica.

Alguns pacientes evoluem para a redução excessiva de peso, principalmente em fases tardias da doença. Isto parece estar principalmente relacionado com fraqueza e incoordenação dos músculos responsáveis pela mastigação e deglutição. Neste caso, a ingestão calórica e protéica deve ser aumentada, sempre atentando para as adaptações dietéticas referentes às consistências dos alimentos apropriadas à deglutição individual.

O tratamento com corticóides está relacionado a importantes efeitos colaterais, tais como: aumento de apetite e deposição aumentada de gorduras, retenção de líquidos, hipertensão arterial, baixa estatura, alterações comportamentais e redução na densidade mineral óssea. Pacientes em tratamento corticoterápico necessitam de aconselhamento nutricional para restrição de calorias, controle da ingestão de sal e aumento do consumo de alimentos fontes de cálcio e vitamina D. A restrição ao sal também faz parte do esquema terapêutico para cardiopatias.

Pacientes em uso de ventilação não invasiva devem ser acompanhados de perto, pois dietas com oferta calórica excessivamente proveniente de carboidratos aumentam a produção de gás carbônico, dificultando o funcionamento do aparelho.

A obstipação intestinal é muito freqüente e contribui para o desconforto abdominal, além de redução do apetite e, portanto, diminuição da ingestão de alimentos e aumento da restrição ventilatória. Alimentos ricos em fibras e aumento do consumo de líquidos devem ser freqüentemente orientados para melhora da constipação intestinal e redução do consumo de laxantes para pacientes com distrofias musculares.

Gastroparesia e distensão gástrica podem contribuir para o retardo no esvaziamento gástrico e refluxo gastroesofágico. O fracionamento da dieta deve ser aconselhado para prevenir distúrbios nutricionais e lesão esofágica.